Reparei com o estudo do nível 1 que as pessoas quando começam a estudar a prática geralmente colocam muita tensão e força nos movimentos ao invés de perceber a energia, a estrutura e o centro (assim como o ponto de referêcia médio).
É algo difícil e até desanimador para quem esta começando se ligar que tudo o que você faz simplesmente não funciona. Ou você coloca muita força e tensão ou afrouxa demais e com isso perde o centro. O resultado é que muitos desistem, porque vêem que aquilo não é pra elas ou que estão errando demais. Resultado é a saida do wing chun.
Nós sabemos que no mundo ocidental prega-se que você deve fazer aquilo que você tem "talento" ou "vocação". Isso as vezes incute na mesnte das pessoas que se elas errarem é porque aquilo não é para elas. Porém, no kung fu isso não é verdadeiro, pois todos podem ser artistas marciais desde que no seu tempo e no seu ritmo. Além disso, o kung fu não é só uma arte marcial, mas um instrumento de melhoria de vida que se aplica a cada um de maneira particular.
Minha pergunta é: O que fazer com as pessoas que ingressam no wing chun e criam a expectativa de serem grandes artistas marciais e por conta disso colocam muita tensão e força nos movimento e acreditam que com isso terão sucesso?
Pergunta complementar: Será que estamos preparados para receber pessoas que buscam as artes marciais como forma de expressar o seu talento ou vocação marcial ou ainda como forma de se protegerem do mundo violento ao invés de deixar a arte marcial mudar suas vidas?