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Leung Bok Toa representa a segunda geração de  ancestrais da nossa linhagem.

Segundo meu sigung Ip Man, ele era oriundo de uma família estabelecida na Província de Fukien (Fujian), China.

A Família Leung comprometeu-se a realizar o casamento de seu filho Bok Toa com a jovem Ving Tsun da Família Yim.

Este compromisso foi assumido pouco antes do falecimento da mãe desta última. 

Leung Bok Toa era mercador de sal.

Depois de casar com sua prometida, recebeu o legado do nosso moon phai da Fundadora Yim Ving Tsun.

Graças a Leung Bok Toa, as gerações posteriores tomaram conhecimento da importância de nossa Fundadora, podendo assim homenageá-la chamando o nosso moonphai de Ving Tsun Kuen.

Conforme Leung Lam, tosuen de meu sipakgung Chan Yu Min,  Leung Bok Toa adotou o nome acadêmico Wang Jung.

Mais tarde, ele passou a ser conhecido como Tui Om.

Um estudioso das artes literárias e marciais, ele viveu na capital da Província de Fukien (Fujian), Fukchow (Foochow), bem como nas províncias de Wubak (Hubei), Kwongsou (Jiangsu), Santung (Shandong), Komsok (Gansu), Wannam (Yunnan), Kwongsai (Jiangxi) e finalmente Kwangtung (Guangdong).   

De acordo com Yuen Jo Tong, neto de Yuen Kay Shan, companheiro de prática de sigung, foi na Província de Kwangtung (Guangdong) que Leung Bok Toa se encontrou com Wong Wah Bo.

Apreciador da ópera cantonesa (Yuet Gahk), Leung foi assistir a uma apresentação do Keng Fah Wui Kwun, uma companhia de ópera fundada em Futsan (Foshan).

A performance do jovem ator Wong Wah Bo impressionou Leung Bok Toa.

Querendo conhecê-lo pessoalmente, um encontro entre ambos foi arranjado.

Foi esta ocasião que deu origem a uma relação que culminou com Leung Bok Toa transmitindo os conhecimentos recebidos de Yim Ving Tsun ao agora seu discípulo Wong Wah Bo.



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Ao ler o texto, o que mais me chama atenção não é apenas sua posição genealógica, mas o tipo de responsabilidade histórica que ele assume. Ele não é lembrado somente como alguém que “recebeu” ou “transmitiu” um sistema, mas como alguém que escolheu preservar a identidade da fundadora, num contexto em que isso poderia facilmente ter sido apagado ou diluído com o tempo.

O fato de ele ter sido um mercador de sal, um estudioso das artes literárias e marciais, e um homem que transitou por diversas províncias da China me parece especialmente significativo. Isso sugere que o Ving Tsun não foi preservado por isolamento, mas por contato com o mundo, por alguém que conhecia a realidade social, cultural e humana do seu tempo. Talvez seja exatamente por isso que o sistema conseguiu permanecer vivo, funcional e relevante.

Além disso, o encontro com Wong Wah Bo através da ópera cantonesa mostra algo muito bonito: a transmissão do Ving Tsun não acontece apenas no espaço formal do treino, mas nasce da sensibilidade de reconhecer valor humano e potencial, mesmo fora do contexto marcial direto. Isso reforça a ideia de que linhagem não é apenas técnica, mas também olhar, discernimento e responsabilidade ética.


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